|
|
|
{{saudacao | Bom te ver por aqui.}} {{saudacao_nome | }}
|
|
|
Você escolhe a edição de amanhã: a votação está no fim desta edição.
|
| {{subiu_orn | }} |
{{subiu_num | }} |
{{subiu_orn | }} |
{{subiu_caps | }}
{{subiu_linha | }}
|
|
Os 2 Furos na Coxa do Thor
A mordida de outro cão deixa furos de alfinete que a pele fecha em horas; o inchaço quente chega em dois dias.
|
A coxa do Thor depois da tosa
|
| ▼ |
| |
|
Carla Menezes levou o Thor, beagle de cinco anos, para correr no gramado do Parque Barigui, em Curitiba, num sábado de manhã. Perto do lago, um vira-lata solto disputou com ele um graveto, e a briga durou poucos segundos: rosnado, um ganido agudo e os cães separados pelos donos.
Em casa, Carla passou a mão pelo corpo do Thor inteiro. Não achou sangue escorrendo nem pele rasgada. Achou só, na coxa de trás, dois pontinhos escuros do tamanho de uma cabeça de alfinete, afastados uns três dedos um do outro. Apertou a coxa de leve, e o cão nem reclamou, só abanou o rabo e voltou para o pote de água.
Os pontinhos tinham explicação simples. São as marcas dos caninos, os quatro dentes compridos e pontudos que o cão usa para segurar a presa. Na mordida, eles entram fundo e saem quase sem deixar rastro na superfície.
Carla limpou a coxa com um lenço umedecido e deu o caso por resolvido. À noite, os pontinhos já tinham sumido sob uma casquinha fina. O Thor comeu a ração, pediu biscoito e dormiu na almofada de sempre.
Na segunda de manhã, a coxa amanheceu diferente. Estava mais grossa que a outra, quente na palma da mão, e o Thor rosnou baixo quando ela encostou ali. Ele, que sempre esperava a guia pulando na porta, ficou deitado e recusou a comida.
O caminho dos pontinhos de sábado até a perna inchada de segunda é o mais comum nas mordidas entre cães. Ele começa nas primeiras horas, quando a pele ainda está aberta e o tutor consegue mudar o desfecho com o que tem na pia da cozinha.
Carla tinha três dúvidas enquanto ligava para a clínica: o que devia ter passado nos furos, por que a perna inchou tanto se a ferida era mínima e quanto custaria ter esperado. A primeira resposta mora na torneira e numa tesoura de ponta redonda.
Continue lendo ↓
|
|
|
|
I Pode Dar?
Água, sabão e tesoura no pelo
|
|
Na mordida com furo pequeno, entra água corrente, sabão neutro e tesoura no pelo em volta; pomada e curativo fechado ficam fora. O objetivo é manter o furo aberto e limpo até a consulta.
A casquinha que Carla viu no sábado à noite era o problema começando. A pele do cão é solta e elástica, e o furo do canino sela por cima rápido, prendendo saliva, pelo e terra embaixo.
O QUE PODE ENTRAR NO FURO
Água corrente morna, deixada escorrer sobre os furos por alguns minutos, vem primeiro. O jato leve arrasta a sujeira que o dente empurrou para dentro.
Sabão neutro, de glicerina ou de coco, entra em seguida, com espuma em volta dos furos e enxágue farto. Ele não esteriliza, mas solta a saliva e a gordura do pelo.
Tesoura de ponta redonda, ou a máquina de tosa, entra para cortar o pelo em volta. Com a pele à vista, o tutor enxerga quantos furos existem; em cão peludo, é comum achar um terceiro escondido.
Soro fisiológico (água com sal na medida do corpo, vendido em farmácia) serve para o enxágue final. A clorexidina (antisséptico de uso veterinário) entra só diluída, na medida que a clínica passar pelo telefone.
|
Furo de mordida se lava com água, sabão neutro e soro, com o pelo cortado em volta; o furo fica aberto e descoberto até a consulta.
|
O QUE FICA LONGE DA PERNA
Fica longe o curativo fechado, como o band-aid ou a gaze presa com fita. Ele abafa o furo e ajuda a pele a selar a sujeira lá dentro, o oposto do que a ferida precisa.
Fica longe a pomada cicatrizante da gaveta. Ela acelera justamente o fechamento da pele por cima, e o cão lambe o que estiver passado.
Fica longe a água oxigenada, que borbulha e machuca o tecido vivo da borda. E fica longe o remédio de gente: o ibuprofeno e o diclofenaco, anti-inflamatórios comuns na farmácia de casa, podem causar úlcera no estômago e lesão nos rins do cão, mesmo em dose pequena.
Fica longe também o antibiótico que sobrou de outro tratamento. Dose errada e tempo curto deixam a infecção meio tratada, e a clínica perde a chance de escolher o remédio certo.
No sábado, Carla só passou o lenço umedecido. Nenhum erro grave, mas nenhuma lavagem com água corrente: a sujeira que o canino levou ficou onde estava.
|
|
|
|
|
II Sinal do Corpo
A perna que esquenta no segundo dia
|
|
Mordida de cão costuma infeccionar em um a três dias; inchaço quente, dor ao toque e apatia nesse intervalo mostram um abscesso se formando. O furo pequeno por fora esconde um estrago maior por baixo.
Abscesso é uma bolsa de pus que o corpo forma em volta da infecção, tentando cercá-la. Ela cresce embaixo da pele fechada, sem saída, e presa ali dói e esquenta.
O ICEBERG DO CANINO
O canino é cônico e entra como um prego. Quando o cão que morde sacode a cabeça, a pele solta do outro desliza sobre o músculo, e o dente rasga por baixo um espaço muito maior que o furo.
Esse espaço descolado vira um bolsão. A saliva leva bactérias da boca, como a Pasteurella (bactéria comum na boca de cães e gatos), e o bolsão fechado, quente e úmido é o lugar ideal para elas se multiplicarem.
Por causa da anatomia, o tamanho do furo engana. Um furo de alfinete pode esconder músculo machucado e pele descolada do tamanho da palma da mão.
|
O furo mede o dente, não o estrago: embaixo dele, a pele pode estar descolada num espaço do tamanho da palma da mão.
|
OS SINAIS EM ORDEM
Nas primeiras horas, o cão pode só lamber o local ou mancar de leve. No dia seguinte, a área engrossa e esquenta. Depois vêm a dor ao toque, a falta de apetite e o cansaço, sinais de febre.
Se o bolsão estoura sozinho, sai um líquido amarelado ou com sangue e cheiro forte, e o pelo em volta fica grudado. O alívio é parcial: o bolsão continua sujo por dentro.
Mordida no peito, na barriga ou no pescoço pede corrida, mesmo sem inchaço. Furo no peito pode alcançar o pulmão, e a respiração curta e rápida é sinal de emergência. No pescoço, o dente pode atingir vasos e a traqueia (o tubo do ar).
Cão pequeno sacudido por um cão grande também vai direto à clínica. A sacudida pode machucar costela e órgãos sem deixar marca visível na pele.
Na segunda à tarde, a veterinária raspou o pelo da coxa do Thor e achou, além dos dois furos, um terceiro escondido. Com o cão sedado, abriu a pele, drenou o pus e lavou o bolsão por dentro.
Ela deixou um dreno, um tubinho de borracha macia que fica alguns dias na ferida para o líquido sair, e mandou o Thor para casa com antibiótico e cone.
|
| |
|
|
|
III A Conta do Pote
A consulta de sábado e a de segunda
|
|
A mordida vista no mesmo dia costuma sair com lavagem e receita; a mesma mordida vista dois dias depois pode virar drenagem com sedação. A conta acompanha o relógio.
A CONTA DO MESMO DIA
Valores de exemplo numa clínica de Curitiba, que mudam por cidade: consulta perto de R$ 180, tosa e lavagem dos furos perto de R$ 80 e antibiótico em comprimido perto de R$ 60.
A soma fica perto de R$ 320. Em muitos casos, a veterinária examina, lava, decide se o antibiótico entra e manda o cão para casa na mesma hora.
A CONTA DO ABSCESSO
A conta do Thor, também em valores de exemplo de Curitiba: consulta perto de R$ 180, sedação perto de R$ 250 e drenagem com colocação do dreno perto de R$ 450.
Vieram ainda o antibiótico perto de R$ 90, o anti-inflamatório de uso veterinário perto de R$ 60, o cone perto de R$ 50 e duas revisões perto de R$ 100 cada.
A soma ficou perto de R$ 1.280, quatro vezes a consulta do mesmo dia. Fora a semana de cone e o cão sem passeio.
A SEMANA DO DRENO
O dreno costuma sair entre três e cinco dias, a critério da veterinária. Até lá, a ferida solta líquido e pede pano limpo por baixo do cão, e o cone impede que ele puxe o tubo com a boca.
O antibiótico vai até o último comprimido, mesmo com a perna já desinchada. Parar no meio deixa bactéria viva no bolsão, e o inchaço pode voltar.
Carla passou a levar o Thor ao parque na guia curta e a evitar a área do lago, onde os cães soltos se juntam pela manhã.
Para agir quando o cão voltar de uma briga, siga estes passos:
1. Passe a mão no corpo inteiro, contra o pelo, atrás de furos. |
| |
2. Corte o pelo em volta de cada furo achado. |
| |
3. Lave com água corrente e sabão neutro por alguns minutos. |
| |
4. Deixe o furo descoberto, sem pomada e sem curativo. |
| |
5. Marque a consulta no mesmo dia, mesmo com furo pequeno. |
| |
6. Peito, barriga ou pescoço: clínica na hora. |
Doze dias depois, a veterinária tirou os pontos do lugar do dreno. A coxa do Thor voltou ao tamanho da outra, e o pelo raspado já cobria a cicatriz.
“Na próxima briga no parque, quem vai passar a mão no corpo inteiro do seu cão antes de ele dormir?”
|
| | |
|
Recomendação de Newsletter
|
 |
Turno do Pai
Todo dia, 06:06. Um guia prático por fase do bebê: o que comprar, o que esperar e o que fazer quando o choro não para.
Quero receber →
|
|
|
| |
|
Sua ofensiva
|
| 🔥 {{streak_atual | 0}} {{streak_titulo | Comece sua ofensiva hoje}} |
recorde {{streak_recorde | 0}} |
{{ouro_linha | Cada edição vale 10 de ouro: voto, quiz e clique.}}
missão de hoje
| 📨 Mandar seu link pra 1 pessoa (1x por dia) |
+10 |
Confirmou? +100 de ouro: entra no seu ouro à noite.
|
|
|
| |
|
Escolha a edição de amanhã
|
|
Qual edição você quer ver amanhã?
Voto aberto até 12/10, 15h30
|
|
| |
| |
| | |
|